O QUADRO
Ela havia comunicado a eles algumas inconstâncias
e, na seqüência, pode ver
as pessoas se esforçando
em agarrar o pouco que ainda possuíam de seres humanos.
O maior problema não era o apego, mas sim,
o porquê de constituir-se em tão pouco
e de não se viver da conseqüência de estar em corpo aerado
ou talvez solo displicente
melhor ainda, sensatez lasciva.
Então mais uma verdade: descobriu a dissimulação.
Estava presente para o outro como quadro -
tão dócil ao constituir-se de madeira estruturada e tinta e tela...
que algumas pessoas nem percebiam a
fúria de sua subjetividade.
Estas palavras eram sobre pessoas.
E estas eram tantas e tão cansativos seus olhares descrentes.
Assim, permanecia pendurado em prego.
