A PREVISÃO
“O agora é ter certeza de mim mesma.
O futuro seria querer possuir além do que sou.”
Neste momento ela não escrevia um poema.
Frustrava-se ao percorrer seu corpo
e não encontrar palavras.
“Abraçava aquele ser
e via a fragilidade da vida
em minhas mãos.”
Abraçou e viu a vida,
que é como um átimo de segundo.
“E a escrevo longa e infinita.
Sem velhice ou algo que me encurve.”
Pensou também sobre o quanto
conseguiria ficar abraçada a alguém.
Não obteve respostas.
Eram muitos pensamentos
em pouquíssimo tempo.
“Quem eu psicografaria?!
A mim mesma.
Cíclica e várias.
Quanto eu estivesse morta
eu estaria viva!
Caneta à mão é fotografia, cor e movimento.
Tudo para aquele momento.
“É quando eu observo.”
