terça-feira, maio 29, 2007

Mármore

A PREVISÃO

“O agora é ter certeza de mim mesma.
O futuro seria querer possuir além do que sou.”

Neste momento ela não escrevia um poema.
Frustrava-se ao percorrer seu corpo
e não encontrar palavras.

“Abraçava aquele ser
e via a fragilidade da vida
em minhas mãos.”

Abraçou e viu a vida,
que é como um átimo de segundo.
“E a escrevo longa e infinita.
Sem velhice ou algo que me encurve.”

Pensou também sobre o quanto
conseguiria ficar abraçada a alguém.
Não obteve respostas.
Eram muitos pensamentos
em pouquíssimo tempo.

“Quem eu psicografaria?!
A mim mesma.
Cíclica e várias.
Quanto eu estivesse morta
eu estaria viva!

Caneta à mão é fotografia, cor e movimento.
Tudo para aquele momento.

“É quando eu observo.”