quarta-feira, janeiro 09, 2008

O Livro

O LIVRO

“Mas é que livro é tão extenso ao instante”

Leria mas não escreveria
e sua vida seria o poema
O que constava em seus papeis
não passariam de repentes.
Desenharia palavras com sentidos somente pra ela:

“Colecionar Impressões Sobre a Cidade”

Por que como relatar rapidamente,
devido à brevidade do segundo,
a árvore que balança vista do 17º andar,
mas está tão verdinha vista daqui,
mas tenho um por-do-sol que não se põe
no horário de verão e é um “por” grande
e os prédios sérios à noite que quase se aproxima,
a formalidade inglesa dos prédios diante do crepúsculo,
sei que é o medo da natureza,
interagir com a luz amarelada né seus bobos,
é que concreto não sabe amar,
sabem somente fazer sexo,
ficam assim...grudados às pedras e ferros
e não largam mais,
paixão doentia,
então como relatar a Impressão
que vai mais além
dentro deste segundo?